Apresentação
RUI ALONSO
” A esta ausência de formas figurativas,identificáveis no repertório estatístico da criação, corresponde à identificação com aquele centro de força do mundo inorgânico, que para Schiller é o primordial ,ponto de irradiação para atingir a noção valorativa dos conceitos de Deus e do amor “.
( Walmir Ayala)
Rio de Janeiro, dezembro de 1982.
Foi a transvanguarda que consignou com muita força novos caminhos de uma arte energética- arte que se baseou numa reflexão sobre a própria natureza da obra de arte, fugindo em polo oposto da arte conceitual que penetrava no campo da teoria. Abandonando o terreno das realizações a arte conceitual deixava de ser arte para ser filosofia da arte.
Sâo os energéticos ou gestuais com suas pinceladas largas que continuam a fazer a tela explodir, num revival explosivo ou neofauvista, mostrando uma atração para a dramaticidade que sugerem os sentimentos da nossa época, neofauve, neoexpressionista, ou neofuturista.
Rui Alonso é um artista irriquieto, explosivo, que se expressa no papel, na chapa de metal, ou na tela com desenvoltura que mostra, desde o início de carreira sua forte personalidade, sua linha de conduta abrangente à vanguarda, demonstrando o domínio do desenho, conhecedor das formas e cores, numa liberdade de pinceladas e espatuladas gestuais, próprios de uma pintura que sai das vísceras, da alma, do sonho.
Sem se ater à moda ou submeter sua temática às técnicas variadas, mudando, às vezes, do figurativo ao abstrato, Rui Alonso domina de forma criativa, revela domínio na sua caligrafia, buscando uma relação de semelhanças subentendidas.
É artista da segunda geração que se desenvolveu em Ribeirão Preto, sucedendo à primeira, dos estrangeiros, já dono de um currículo de primeira linha, premiado em salões importantes, cuja obra completa o acervo de colecionadores brasileiros e estrangeiros.
( Francisco Amêndola da Silva,
Ribeirão Preto,20 de novembro de l994)